A Vida Modo de Usar
por Paulo Rocha
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Em "A Vida Modo de Usar", do escritor francês Georges Perec, toda a história se passa em alguns poucos segundos, no dia 23 de junho de 1975, em Paris, por volta das oito horas da noite em um edifício inventado. Somos surpreendidos com imagens e eventos que perpassam cômodos, apartamentos, corredores e janelas. Os capítulos do romance são escritos cada um a seu modo e com um próprio estilo de escrita, apresentando sempre um morador e sua história. Criando assim uma teia de narrativas entrelaçadas que nos prende com seus jogos e enigmas.

Um romance longo, mas nada cansativo, onde várias histórias se cruzam. Escrito entre 1969 e 1978, o livro é conhecido por conter várias narrativas que acontecem de maneira não linear, com as situações se intercalando de forma irônica e instigante.


Georges Perec (1936 - 1982) foi membro da OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potentielle), importante corrente literária formada por escritores e matemáticos que tinham como proposta a libertação da literatura. A OuLiPo contava com importantes escritores como Italo Calvino e Raymond Queneau. As obras de Perec são construídas através de rígidas regras baseadas tanto na literatura e na matemática. Podemos citar o exemplo do livro La disparition ("O Sumiço"), um romance de mais de 300 páginas que Perec escreve sem a letra "e", considerada a vogal mais utilizada no francês e mais presente em seu próprio nome.

O livro foi publicado pela Companhia das Letras em sua edições de bolso e conta com a tradução de Ivo Barroso.
Do amor e outros Demônios
por Ana Júlia
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Uma garota é mordida por um cão e logo após esse episódio é internada no convento de Santa Clara sob a suspeita de estar possuída pelo demônio. Esse é o assunto do livro “Do amor e outros demônios”, do consagrado Gabriel García Márquez. Quando ainda Jornalista, no ano de 1949, Gabriel García foi incumbido de cobrir a demolição do Convento de Santa Clara. Durante a remoção das criptas ele se depara com a de uma marquesinha de aproximadamente 12 anos que possuía uma cabeleira cor de cobre, que chegava a 22 metros de comprimento. Esse fato o lembrou da lenda que sua avó o contava quando pequeno: de uma marquesinha que havia morrido de raiva e que possuía uma enorme cabeleira. Será essa marquesinha a mesma encontrada?

Em 2010, o livro foi adaptado para o cinema pela diretora Hilda Hildago

O fato de poder ser a mesma motivou Gabriel García Márquez a escrever este livro. Mas o livro não se resume somente a isso. Gabriel vai além e compõem uma história cercada de mistério e amor em meio a religiosidade cristã e rituais africanos. Ao unir a jovem marquesinha Sierva Maria de Todos los Angeles com o padre Cayetano Delaura numa intensa e ardente história de amor. Seria o amor um demônio?
O Duplo
por Sarah Vaz
indicado por Gerson Castro via Facebook

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O Duplo chega ao Brasil em tradução direta do seu original em russo. Esse livro pouco conhecido do famoso autor russo Dostoiévski é seu segundo romance publicado logo após "Gente Pobre", romance de estreia dele. Ler Fiodor é mergulhar em grandes obras de isolamento e desespero. O tema trabalhado pelo autor da alienação do século XX que influenciou autores como Camus e Beckett.

O duplo já demonstra um esboço do personagem típico de Dostoievski também encontrado em Crime e Castigo, o Idiota e vários outros. A figura do pequeno funcionário que em sua loucura convive com seu duplo. Na obra o autor consegue pela primeira vez refletir o mundo caótico da consciência humana e proporciona ao leitor momentos fascinantes de catarse em meio de labirintos tortuosos da consciência do personagem Golyádkin que em russo significa “completamente nu”. Além da tradução direta de Paulo Bezerra a edição é ilustrada pelo artista expressionista austríaco de Alfred Jubin.
Fela - Esta vida puta
por Maíra Nassif
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Foi lançada nesse ano a biografia do músico multi-instrumentista e ativista político nigeriano Fela Kuti, intitulada “Fela – esta vida puta”. Escrita pelo cientista político cubano Carlos Moore e com prefácio de Gilberto Gil, a biografia foi lançada pela Nandyala, editora especializada nas culturas africanas e afro-brasileiras. Para quem não sabe, Fela Kuti foi criador do estilo musical afrobeat, que une elementos do jazz, do funk, da música yorubá e da percussão africana, influenciando inúmeros artistas ao redor do mundo.

As letras das músicas escrita por Fela são de cunho político e contestador e expressam uma mentalidade anti-colonialista, um ideal pan-africano e uma revolta contra a corrupção da ditadura militar nigeriana daquela época. Tal contestação lhe rendeu inúmeras perseguições, prisões, a morte de sua mãe pelos militares, e a destruição de sua casa, a República Kalakuta. Fela Kuti também ficou conhecido por ter se casado com 27 mulheres, que também atuavam como suas dançarinas e coristas.


A biografia escrita pelo autor teve acompanhamento e autorização do próprio Fela Kuti. Contêm entrevistas, relatos em primeira pessoa e reportagens da época, elementos que garantem um amplo panorama da trajetória do músico que inovou artística e politicamente, fornecendo ao mundo o exemplo de uma arte comprometida com o seu tempo, com a autonomia e autodeterminação dos povos africanos. Conhecer a vida deste ativista é se aproximar de um ser humano com uma história controversa que lutou a favor dos direitos humanos com o instrumento mais comovente de todos: a música. 
Estados Unidos: Viagem
por Vinícius Lacerda
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"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
citado no "Livro dos conselhos", de El-Rei Dom Duarte
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O que você prefere em uma viagem: conhecer a beleza do dia a dia ou visitar todos os ‘cartões postais’ da cidade? Se a sua resposta foi a primeira opção, o livro “Estados Unidos: viagens”, de Sabrina Abreu, é o certo para você. Se for a segunda opção, livro também é indicado pois, acredito, servirá como um convite para que você descubra que as histórias das pessoas tornam uma cidade tão atrativa quanto seus prédios e museus.




No livro, Sabrina Abreu passa por Nova Iorque, Los Angeles, Miami e bem rapidamente por Las Vegas. Em paralelo, ela narra historietas sobre amigos, desconhecidos e também sobre as pessoas que ela entrevistou. Com o passar das páginas percebe-se que as histórias de cada um dos personagens – liberdade minha usar esse substantivo – tornam as cidades ainda mais encantadoras. Como não gostar mais NYC depois de conhecer a história de Nancy Lawlor, ex-atriz que criou uma ONG que recolhe flores em boas condições de grandes eventos – como as da posse do presidente Obama – e distribui para pacientes terminais de vários hospitais?

Realista, Sabrina deixa claro que o livro não é um guia* logo no primeiro parágrafo do livro. Isso é verdade. Em “Estados Unidos: viagens” você encontra mais que dicas, lá sutilmente a autora mostra como ela enxerga os destinos turísticos por meio de um olhar que ultrapassa os tijolos e roupas de grife. Mesmo o livro sendo sobre os EUA, ele encoraja a praticar esse ‘olhar de viajante’, por isso indico para que seja lido antes de sua próxima viagem, seja ela para onde for.

Sabrina Abreu é uma jovem escritora mineira. Outras informações sobre ela podem ser encontradas no site dela

*Mesmo assim há, no final de cada um dos capítulos, serviço com site e endereço de todos os locais que ela cita.
Paris não tem fim
por Maíra Nassif
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Lançado em 2007 pela Cosac Naify, o livro "Paris não tem fim", do escritor espanhol Enrique Vila-Matas, é uma obra de metalinguagem sobre o ato de escrever. O livro é narrado por um escritor espanhol - é Vila-Matas ele mesmo ou um personagem? - em sua época de juventude, quando viveu dois anos em Paris nos anos 70 para se dedicar à literatura.


Livro de Vila-Matas faz lembrar a história, principalmente pelo personagem principal e pela Paris da década de 1920, do filme "Meia noite em Paris", do diretor Woody Allen

Querendo seguir os passos de Hemingway, seu escritor preferido e modelo espiritual, o aspirante a literato o imita atrapalhadamente. Cheio de ironia e sarcasmo, revelando o total pedantismo e deslumbre do escritor no início de suas empreitadas literárias, o livro traz personagens históricas, como Marguerite Duras, a proprietária do seu quartinho alugado, sua famosa “água furtada”, na qual ele se enclausura para escrever e maldizer a existência.

As remissões à cidade de Paris dos anos 20, vivida por Gertrude Stein, Hemingway e muitos outros são uma constante na narrativa, nos fazendo lembrar inevitavelmente de “Meia noite em Paris”, o último filme de Woody Allen.

Ligue para (31) 2555 1610 para reservar o seu exemplar conosco.
Se isso é um homem
por Nerea Miralles
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Li “Se isso é um homem” aproximadamente no ano 2006 e, de então, esse livro tornou-se um dos mais marcantes da minha vida. Entre o forte realismo descrito e o peso dos relatos, foram cerca de oito meses que demorei para fazer a leitura completa. Nesse período tentava encaixar todas aquelas experiências entre as historias, avanços e problemáticas que acompanhavam minha realidade, que não tão distante daqueles acontecimentos que abateram Primo Levi, um químico e escritor italiano conhecido principalmente pelo seu trabalho sobre o Holocausto.



O livro conta a história de Levi, que cresceu numa família judia e atravessou a juventude num forte processo histórico de perseguição e segregação social implantado pelo governo fascista. Neste contexto, o autor e seus amigos passaram a formar parte de Partisans um movimento em prol da justiça e da liberdade. Infelizmente foram feitos prisioneiros pela milícia fascista e quando descobriram que Levi era judeu, enviaram ele para Auschwitz no 11 de Fevereiro de 1944. A libertação de Levi aconteceu quase um ano depois, em no 27 de janeiro de 1945.

Os acontecimentos que acontecem nesse período que Levi este preso, deram origem ao livro “Se isso é um homem”, considerado um dos maiores trabalhos memorialísticos do século XX. O autor relata minuciosamente sua experiência na luta pela sobrevivência, mesmo estando em um “lugar de privilegio” – como nomeia o próprio escritor -, já que devido ao seu titulo de químico conseguiu um lugar como assistente de laboratório dentro do campo de concentração. As relações de aliança, pesadelos coletivos e forte debate existencial são algumas das características que fazem deste livro uma leitura necessária e indispensável.


Em 11 de abril de 1987. Levi morreu em situação controversa deixando fortes especulações entre seus leitores e amigos que consideraram a morte do autor como um suicídio. Já Elie Wiesel, um homem próximo a Levi, disse que “Primo Levi morreu em Auschwitz quarenta anos depois.”
Adorável Mundo Novo
por Nerea Miralles
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Admirável mundo novo é das obras mais reconhecidas do britânico Aldous Huxley. O autor viveu grande parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini que inspirou em parte os sistemas autoritários presentes em sua obra. Numa mistura de ficção futurista, problemáticas contemporâneas e autoritarismo, o autor apresenta uma obra inteligente marcada pelo controle e a individualidade.



A trama mostra uma sociedade absorvida pela moral em sua forma mais primitiva na qual as personagens principais são nítidas caricaturas em procura da felicidade. Há também na obra, referências aos personagens históricos  como Karl Marx e Lênin.

O personagem principal do enredo Jhon, o selvagem, parece ser uma construção dolorosamente simbólica do autor entre a sensação de um não-lugar. O enredo se passa em um futuro trágico onde as pessoas escolhem a felicidade sintética aos riscos do cotidiano.

Durante a leitura me balancei entre idéias como a modernidade líquida de Zygmunt Bauman e George Orwell no livro 1984. Vejo no livro a importância das ficções que nos apresentam as contundentes análises de nossas realidades.

A chuva antes de cair
por Carol Vieira
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“E quando Gill contou a Stephen que Rosamond tinha morrido, com 73 anos, ele não conseguiu evitar uma vergonhosa sensação de alívio. A derradeira tarefa da vida de Rosamond é descrever uma série de 20 fotografias que, juntas, contam um trágico passado familiar. Com sua morte, Gill, sua sobrinha, descobre que a tia deixou essa herança para alguém chamado Imogen.

“São centenas de fotografias que eu poderia escolher, Imogen. Alguns anos atrás, depois que minha companheira Ruth morreu, eu as organizei e joguei fora aquelas que não queria guardar. E nos últimos dias estive olhando as que ficaram, e procurando decidir quais eu agora deveria separar e descrever para você. No fim, fiquei com 20. Vinte parece um número de que posso dar conta, de alguma forma. Vinte cenas da minha vida, basicamente, porque acho que é isso que me proponho a lhe contar: a história da minha vida – até o momento em que você a deixou, tão pouco tempo depois de ter aparecido nela pela primeira vez.”

O escritor inglês Jonathan Coe, em "A chuva antes de cair", utiliza da fotografia como elemento que representa a identidade pessoal dos personagens, dando vida a eles, fazendo uma imersão no campo dos pequenos desastres sentimentais com uma análise das relações familiares e do comportamento humano.

Atlas Ambulante
por Letícia Almeida
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O livro "Atlas Ambulante" é uma obra cartográfica a cidade de Belo Horizonte retratada pelo ponto de vista de seis vendedores ambulantes: Antônio Lamas, vendedor de biju; Osmar Fernandes, amolador de facas; Robson de Souza, vendedor de pirulitos; Jefferson Batista, vendedor de algodão doce e Agnaldo e Marlene Figueiredo, empalhadores e restauradores de cadeiras. Esses ambulantes nos enriquecem com suas experiências e deixam de ser tratados aqui como sujeitos anônimos para protagonizar histórias de vida.

Além disso, o livro é composto por mapas, inventários de seus instrumentos de trabalhos, partituras da paisagem sonora que produzem relatos, cinco filmes com seus depoimentos, além de fotografias tiradas de paisagens características dos caminhos que percorrem diariamente.Trata-se de um mapeamento personificado dos roteiros percorridos por essas figuras únicas que se misturam na multidão da capital.

Você pode comprar o livro aqui.


Pornopopéia
por Maíra Nassif
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Pornopopéia, do escritor Reinaldo Moraes, é um livro sobre excessos, hedonismos e imediatismos. A busca por uma dose violenta de qualquer coisa é o que basicamente faz Zeca, protagonista do livro, que se envolve em histórias sexuais, químicas e etílicas.

Zeca é um ex-cineasta marginal que pegou um trabalho muito pouco glamouroso, assim como sua pessoa: rodar um vídeo institucional sobre embutidos de frango. A necessidade de rodar este filme de alguma forma se torna um pretexto para a busca imediata do prazer e para o enredamento do personagem em uma vida totalmente desregrada.

A forma da narrativa se identifica ao conteúdo da história, pois é igualmente uma narrativa rápida, nervosa e rasgada. O vocabulário se põe de acordo com o que é dito nas ruas, e não de acordo com os bons costumes literários e acadêmicos. Vale a pena ler Pornopopéia, o mais recente livro maldito da literatura brasileira.

Só garotos
por Vinícius Lacerda
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Ganhei o livro "Só garotos" há dois meses
, mais ou menos. No momento em que abri o presente, pensei: “Que casal andrógeno”. Foram alguns segundos até que eu reconhecesse que se tratava de dois ícones da contracultura americana da década de 1970, e que aquela seria a primeira biografia que eu leria.

Acredito que não foi por acaso que essa foi minha primeira autobiografia, pois além de ter gostado muito da narração linear e fluída, passei a admirá-la por sua história. No livro ela conta como saiu de uma pequena cidade de New Jersey, a doação de seu primeiro filho antes dos 20 anos e, claro, sua relação de amor com o fotógrafo Robert Mapplethorpe.

Destaco no livro a junção de uma história de amor nada convencional – na verdade, qual história de amor é de fato convencional? – e, no pano de fundo, a formação de dois artistas que lutavam contra seus impulsos destrutivos e os tentam transformar em trabalhos criativos. Em algumas passagens, Patti narra comportamentos bizarros de
Mapplethorpe.

Para quem não a conhece, a surpresa de passar a admirar desconhecido é muito graticante e este livro pode proporcionar isso. Para aqueles já conheciam a música e o trabalho artístico de Patti, aconselho agora, a dar oportunidade para as palavras dela. Você também pode surpreender-se.

História social do jazz – Eric Hobsbawm
O livro História Social do Jazz foi escrito pelo historiador inglês Eric Hobsbawm entre os anos de 1959-1961, quando esteve pela primeira vez nos Estados Unidos fazendo uma incursão em busca do jazz das noites de Nova York, New Orleans, Chicago e São Francisco. A obra contempla os âmbitos de história, música, negócios e gente do estilo musical.

A obra como um todo mescla conhecimentos acerca do nascimento do jazz, que tem sua origem datada em 1900 com a mistura da música européia e africana, passa pela evolução do estilo musical, que se torna a música negra predominante em todo os EUA, até o seu reconhecimento na década de 30 por um público restrito da Europa. E finalmente na década de 40 o jazz alcança sua ampla internacionalização.

Admitindo que a história se faz não só de fatos, mas de atores, Hobsbawm evoca as principais personalidades do jazz em sua atuação no cenário americano. Louis Armstrong e Duke Ellington, Count Basie, as últimas apresentações de Billie Holiday, Gillespie, Miles Davis, Charles Mingus e muitos outros. O autor desenrola as influências e as próprias batalhas internas do jazz, entre os tradicionais e os modernos, o que culminaria no free jazz dos anos 70.
Carta a D.
por Maíra Nassif
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Publicado em 2006, o livro Carta a D. – História de um amor é autobiográfico e e relata a vida do autor austríaco, André Groz ao lado de sua esposa Dorine Keir, vítima de uma doença degenerativa.


O livro traça o percurso do amor entre os dois, o período em que se conheceram, o namoro, o casamento, as dificuldades financeiras e a almejada estabilidade, o afeto e a segurança do amor, e finalmente, o reconhecimento tardio da importância de Dorine em sua vida. O livro também passa pelo drama da descoberta da doença degenerativa de Dorine, decorrente de um erro médico que limitou seus movimentos e lhe causava dores enormes.

Ao mesmo tempo em que retrata a história do casal, mostra uma reviravolta na história do autor, expoente da militância política e marxista dos anos 60 e maio de 68. O privilégio do amor e o devotamento à sua esposa tornam-se de certa forma o novo princípio de suas ações, abrindo-o a outras questões como a reflexão sobre a natureza e a luta contra tecnomedicina que a debilitou.



Andre Gorz e Dorine ficaram 58 anos juntos, até o momento em que os dois se suicidaram. Gorz tinha 84 anos e Dorine 83 anos.

Leia um trecho do livro:

"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher".
Esperando Godot
por Sarah Vaz
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Samuel Beckett é considerado um dos dramaturgos mais importantes do mundo, sendo referência no teatro e na literatura do seculo XX. Nascido na Irlanda, o autor publicou em 1952 seu trabalho mais importante: "Esperando Godot". A peça escrita no período após a segunda guerra mundial, reflete um mundo conturbado e apático onde tudo parece sem sentido.



O teatro datado dessa época traz ao palco o recorte de uma crise em busca de sistemas metafísicos. Um retrato do absurdo humano. A peça retrata dois homens Vladimir e Estragao que esperam Godot, algo ou alguém que não sabem ao certo o que é. A identidade dos personagens é estilhaçada nessa espera, nada importada, apenas algo que está por vir.

O leitor perdido dentro do texto é tomado a perceber um tempo que não existe senão como uma eternidade imóvel e morta. Sendo que os personagens fragmentados nessa realidade, feito instantes, provam a falência de sentido da espera eterna por algo desconhecido.
Museu do Romance da Eterna
por Maíra Nassif
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Publicado em 2011 pela Cosac Naify, esse livro foi esperado por muitos, e representa com maestria o que chamamos na história da literatura de “romance moderno”:  uma narrativa entrecortada, metalinguística, aberta, repleta de arestas e fendas, (des)compondo um todo por seu antirrealismo e descompromisso com a linearidade. O livro é um prólogo para um livro que nunca há de chegar, pois este prólogo se estende gerando outros prólogos, e isso até o fim do livro - que consideramos fim somente sob o critério das páginas que se acabam, pois o próprio autor o mantém aberto: “Deixo-o livro aberto: será talvez o primeiro livro aberto na história da literatura...”



O interesse pelo livro não para por aí. Como todas as edições da Cosac Naify, sempre há um tratamento cuidadoso no que diz respeito ao design e à proposta gráfica. Este livro em especial é como um manuscrito, suas páginas vêm desalinhadas, passando-nos a impressão de que estão soltas, e os escritos estão por toda parte da obra. É um livro altamente recomendado, e não é exagerado dizer que é o grande acontecimento literário de 2011.  
Metrópole
por Samantha Pires
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Fotógrafa alemã radicada no Brasil, Hildegard Rosenthal (1913-1990) transferiu-se para São Paulo em 1937, fugindo do nazismo, e lá permaneceu até o fim de sua vida. Uma das pioneiras do fotojornalismo brasileiro, teve seu trabalho publicado em periódicos nacionais e estrangeiros. É seu registro pessoal da São Paulo da década de 1940, entretanto, que recebe destaque no livro Metrópole, publicado em 2010 pelo Instituto Moreira Salles.

As fotos de Hildegard Rosenthal capturam a beleza nas coisas simples do cotidiano urbano. É a própria metrópole sua principal personagem e, como parte dela, os diversos tipos humanos e as pequenas atividades que preenchem o dia-a-dia paulistano da época – como comprar flores no Largo do Arouche ou tomar o bonde na Rua Direita. Cenas como essas, enaltecidas pelo constante jogo de luz e sombras, transmitem o verdadeiro espírito de uma cidade em pleno fervor de crescimento.



Foram reunidas também fotografias do interior paulista e retratos de personalidades da época, como Jorge Amado e Anatol Rosenfeld. O livro conta ainda com um texto introdutório de Maria Luiza Ferreira de Oliveira e, ao final, um excelente conto de Beatriz Bracher, que teve nas fotos de Hildegard sua inspiração.

O Morro dos Ventos Uivantes
por Rafaela Zampier
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A julgar pelas fortes críticas que este único livro escrito pela mais introspectiva das irmãs Brontë recebeu, pode-se dizer que a Inglaterra vitoriana não estava preparada para o cínico romance entre Catherine e Heathcliff.

O Morro dos Ventos Uivantes é a propriedade da família Earnshaw, onde o pai de Hindley e Catherine adota o pequeno Heathcliff, um pobre menino cigano que desde a mais tenra infância se apega fortemente à Cathy, com quem desenvolve um trágico romance no qual a paixão e o ódio são fatores inerentes a suas existências e marcam a vida de quem os cerca por gerações.


Quando publicado sob o pseudônimo de Ellis Bell, grande parte do público imaginou ser o livro de autoria masculina e a descoberta de que na verdade a obra havia sido escrita pela filha de um pastor de Yorkshire causou estupefação. A autora foi severamente criticada, embora o livro nunca mais tenha sido esquecido e ainda figure hoje entre os cânones da literatura ocidental. Dentre as adaptações para o cinema, a mais famosa data de 1939, com Sir. Lawrence Olivier como Heatchcliff e direção de William Wyler (mesmo de Ben-Hur).
Retrato do artista quando jovem
por Maíra Nassif
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Primeira obra de ficção de James Joyce, "Retrato de um artista quando jovem" é uma obra que se encaixa na tradição de escrita iniciada por Goethe, denominada “romance de formação”. Este tipo de romance caracteriza-se por apresentar o processo de auto-formação de seus jovens personagens, seus dilemas interiores, transformações e aprendizados, rumo ao auto-conhecimento e à maturidade.



Publicada em 1916, nesta obra Joyce apresenta Stephen Dedalus (alter-ego do autor), um jovem irlandês que inicia seu processo por meio dos estudos, dos conflitos religiosos, das amizades e das rivalidades. Podemos acompanhar,  pelos monólogos interiores, as várias transformações e evoluções de Dedalus, pois o início do romance é visivelmente mais pueril e sua linguagem mais simples, o que irá mudando à medida em que sua consciência torna-se mais elaborada e seus dilemas mais esclarecidos, quando inclusive passa a demonstrar sensibilidade e interesse por questões artísticas.

É uma obra cativante e um retrato original de um artista em seu percurso de amadurecimento.
Contos Completos | Virginia Woolf
por Samantha Pires
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A Cosacnaify reuniu, pela primeira vez no Brasil, os contos completos de Virginia Woolf (1882-1941), uma das mais consagradas autoras inglesas do século XX. Essa fantástica edição conta com uma nova tradução, de Leonardo Froés, e inclui o conto inédito "Um diálogo no Monte Pentélico".



Virginia Woolf, ao lado de James Joyce e T.S. Eliot, está entre os fundadores do movimento modernista britânico. Seus textos, marcados pelo desenrolar ininterrupto de pensamentos, são como uma manifestação direta do Inconsciente e inauguram uma nova forma de narrativa: a do Fluxo de Consciência. O caráter experimental de muitos dos contos antecipa as temáticas que permeariam seus grandes romances, como Mrs. Dalloway e As Ondas. A sociedade londrina, as conseqüências da guerra e as questões feministas são panos de fundo para histórias sempre comoventes, que cativam a mente do leitor com uma linguagem altamente poética.

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Virginia Woolf: Contos Completos é parte da coleção Mulheres Modernistas, que reúne também obras de Marguerite Duras, Katherine Mansfield e Karen Blixen.
Conversas com Woody Allen
por Henrique Almeida
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Quando Eric Lax conheceu Woody Allen, em 1971, o diretor estava apenas começando no cinema e obtinha já alguns sucessos com suas comédias. De lá pra cá, Lax entrevistou Allen dezenas de vezes mais e acompanhou a evolução artística que o transformou num dos mais aclamados cineastas do mundo. O melhor dessas entrevistas forma "Conversas com Woody Allen".

Dividido em capitulos que abordam diversas áreas da criação cinematográfica (direção, casting, filmagens, escrita do roteiro, etc), as conversas mostram um Allen com a franqueza e humor de sempre, esclarecendo muito de sua forma de trabalho, suas influências e principais temáticas, como os dilemas existênciais, a dificuldade dos relacionamentos e a arte. "Conversas com Woody Allen" permite-nos conhecer profundamente um dos artistas mais interessantes do cinema americano atual, sendo item indispensável na biblioteca de qualquer amante da sétima arte.
Pequeno Nicolau
  por Samantha Pires
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Mais do que a infância transformada em palavras e imagens, O pequeno Nicolau é uma recriação daquele olhar poético e sincero sobre os pequenos fatos do cotidiano que tanto marca o pensamento infantil. O narrador-protagonista, Nicolau, conta suas peripécias e aventuras ao lado dos amigos e garante ao leitor momentos de puro humor e encantamento.

Um clássico da literatura francesa, a saga O pequeno Nicolau é fruto da parceria entre René Goscinny (texto) e Jean-Jacques Sempé (ilustrações). Mais de 200 contos foram publicados em periódicos parisienses de 1959 a 1965 e, posteriormente, reunidos em diversos volumes.



Recomendado a crianças e adultos de todas as épocas e idades, O pequeno Nicolau é a certeza de um sorriso a cada virada de página.
Alta Fidelidade
por Henrique Almeida
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Nick Hornby é um escritor das fraquezas humanas. Inseguranças, ciúmes, obsessões, e as decisões erradas que acarretam, são dissecados em seus livros. Seus personagens são pessoas comuns lutando para amadurecer, aprender a serem melhores, e errando bastante no caminho.

Em Alta Fidelidade o ponto de partida é uma separação. Ao ser largado por sua namorada Laura, o protagonista Rob Fleming, dono de uma loja de discos, inicia um processo de avaliação de seus fracassos amorosos enquanto reflete sobre sua obsessão por música.

A narração em primeira pessoa é recheada de auto-ironia e permite ao personagem expor seus defeitos ao mesmo tempo em que analisa o amor, os relacionamentos humanos, e o universo da música (que tanto explora esses temas). O tom confessional do texto, carregado de humor melancólico, torna Alta Fidelidade uma leitura cativante.
Memórias de uma moça bem comportada
por Sarah Vaz
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O livro Memórias De Uma Moça Bem Comportada é o primeiro livro autobiográfico de Simone Beauvoir. Antecipando e condensando suas discussões filosóficas, Beauvoir descreve um universo no qual está contido a visão de mundo da escritora.

Breve e profundo, Memórias De Uma Moça Bem Comportada é biograficamente impregnado de conceitos filosóficos que germinam das situações do cotidiano de uma criança. A autora utiliza como pano fundo e enredo suas investigações, dúvidas e uma profundo problematização existencial. Tudo isso com um toque de literatura delicada e feminina.

O livro é ideal para iniciar os leitores na obra da autora, pouco reconhecida pela sua vocação literária, mas que mostra a experimentação de seus conceitos filosóficos em meio a narração de fatos triviais.
Como A Geração Sexo-Drogas-E-Rock’n’roll Salvou Hollywood
por Henrique Almeida
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No final dos anos 60, a Contracultura instaurou uma nova forma de pensar o mundo desecandeada por  transformações de movimentos de contestação social e da revolução sexual. Esse movimento contou com expoentes na literatura - com os Beats de Kerouac e o existencialismo de Sartre -, na música - Woodstock sendo o marco principal - e, também, no cinema.

Nesse período, Hollywood vivia a crise do sistema de estúdio e uma nova geração de cineastas surgia influenciada por movimentos como a Nouvelle Vague. Entre eles, Spielberg, Coppola e Scorsese. O livro “Como A Geraçao Sexo-Drogas-E-Rock’n’roll Salvou Hollywood” reconta a história dessa época de enorme efervescência e turbulência do cinema americano recorrendo a entrevistas com diretores, produtores, roteiristas e astros.

Não falta riqueza nos detalhes sobre os bastidores da produção de alguns dos maiores clássicos do cinema e também sobre os excessos, as polêmicas e controvérsias causadas pela geração de jovens que ajudou a transformar para sempre o cinema americano.

* Na foto, Scorsese dirige Robert De Niro no filme “Touro Indomável".
Feliz Natal


Vários livros estão com super descontos na livraria do Café com Letras. Em breve iremos listá-los aqui. 
Você pode reservar livros os livros pelo e-mail livraria@cafecomletras ou pelo telefone (31)  2555 1610.

Livros*


Cadernos de João
MACHADO, Aníbal M.
de 28,00 por 12,90

Deu no Nem York Times
ROHTER, Larry
de 42,90 por 29,90

Memórias da segunda Guerra Mundial
CHURCHILL, Winston S.
de 59,90 por 29,00 vol 1 e 2

Arqueologia dos prazeres
SANTORO, Fernando
de 39,90 por 29,90

A criação do mundo
TORGA, Miguel
de 71,00 por 29,90

*Promoção válida até durar o estoque
Guia do Mochileiro das Galáxias
por Henrique Almeida



Ficção cientifica e humor se encontram combinados em perfeita harmonia na série "Guia do Mochileiro das Galáxias". Escrita por Douglas Adams, a saga de Arthur Dent começa com a destruição do planeta Terra. Depois disso, o amigo de Arthur, Ford Prefect, revela-se um extraterrestre disfarçado que trabalha para o "Guia do Mochileiro das Galáxias", o melhor guia de viagens interplanetárias, e salva ambos da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena.

As aventuras que eles viverão a partir disso serão um pretexto para o autor satirizar a tecnologia, a burocracia, a ciência e, principalmente, a condição humana de forma geral. Flertando com o non-sense, brincando com clichês da ficção científica e falando sobre a humanidade com humor afiado por meio de um universo caótico, Adams realizou uma obra divertida e sofisticada, que conquistou fãs por todo o mundo e foi adaptada para o cinema em 2005.
O apanhador no campo do centeio
por Henrique Almeida, 
nosso livreiro




Clássico moderno de J. D. Salinger, O Apanhador no Campo do Centeio é um livro famoso por diversas razões. Suas qualidades literárias como a coloquialidade de rara precisão tornam a leitura leve e ao mesmo tempo íntima, nos dando a impressão de uma conversa entre amigos com o protagonista.

Holden Caulfield, o anti-herói de 16 anos que narra a história, foi expulso de mais uma escola por estar repetindo várias disciplinas. Incapaz de revelar mais um fracasso a seus pais, ele aproveita para passar alguns dias sozinho em New York até o final das aulas.

Na narração dessa experiência veremos transparecer não apenas angústias tradicionais da adolescência como a solidão, a sensação de deslocamento social, e as dúvidas a respeito do futuro, como também questionamentos a respeito da sociedade. Símbolo de rebeldia frente as falsidades das relações humanas, em especial as do mundo adulto, Holden Caulfield conquista leitores há mais de 50 anos e esta obra de Salinger, tão simples e tocante, antecipou muitos movimentos de contestação (desde o rock à contra-cultura) ao dar voz aos incomodos da juventude do pós-guerra.
O mundo é mágico
por Henrique Almeida

Em 1985, Bill Watterson criou a tirinha "Calvin & Haroldo", que foi publicada durante dez anos em jornais de todo o mundo. A tirinha retrata o cotidiano de Calvin, um garoto de seis anos que tem Haroldo, um tigre de pelúcia, como seu principal amigo. Na ausência de adultos, Haroldo ganha vida na imaginação de Calvin. Imaginação, aliás, é o que não falta ao garoto. Para qualquer pessoa que já deixou a infância, ler as aventuras de Calvin é um convite à nostalgia.



Nem só o universo infantil, contudo, faz parte das tirinhas. No subtexto, uma visão crítica do mundo aparece quando, de forma muitas vezes sutil, são levantadas questões a respeito da sociedade, do mundo adulto e da cultura. A combinação de ingenuidade infantil e sabedoria de Calvin e, principalmente, sua paixão inabalável pela vida, fazem da coletânea de quadrinhos de "O Mundo é Mágico" uma diversão encantadora.
Ubik
por Gabrielly Merlo,

Philip K. Dick foi um escritor americano que muito influenciou o gênero da ficção científica. Algumas de suas novelas foram adaptadas ao cinema para filmes como Blade Runner – o caçador de andróides, Minority Report e Homem Duplo. Em 2005, o livro Ubik foi eleito pela revista Times um dos cem melhores romances de língua inglesa, publicados a partir de 1923.



Ubik - se pronuncia yoo-bik - é uma história de ficção científica futurista que se passa em 1992 (para P. K. Dick trata-se do futuro, já que foi escrito em 1969). No universo Ubik o cotidiano é tomado pela monetarização radical, portas só abrem se você inserir dinheiro, a cafeteira da sua casa só coa o café com inserção do dinheiro, as pessoas não morrem realmente, se tiverem dinheiro o bastante elas são mantidas num estado de meia-vida em que podem se comunicar com os vivos. Trata-se de uma narrativa não convencional para época, mesclando questões existenciais e viagens no tempo.

Pippi MeiaLonga | Especial Dia das Crianças
Escrito por Astrid Lindgreen como presente de aniversário de nove anos para sua filha no período conturbado de 1945, o livro Pippi MeiaLonga é indicado para crianças de todas as idades.

Forte, inteligente, estilosa e impossível, Pippi MeiaLonga lembra nossa querida Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo. O personagem, famoso na literatura escandinava, foi trazido para o Brasil pela Compania das Letras com as ilustrações de Michael Chesworth.



História
A personagem não tem pai nem mãe e mora sozinha, feliz da vida. Seus companheiros são um cavalo e um macaquinho. Ela mesma faz suas roupas - bem esquisitas - e sua comida - biscoitos, panquecas e sanduíches. Uma heroína nada convencional comprometida com seus sonhos e com sua liberdade. Pippi demonstra a sabedoria da criança e a possibilidade de várias aventuras.

por Sarah Vaz
Gerente da livraria

Laranja Mecânica
Muitos assistiram à fantástica adaptação para o cinema, feita por Stanley Kubrick, do romance de Anthony Burgess. Nem tantos, talvez, tenham tido a oportunidade de ler o livro. Laranja Mecânica, o romance, além de um final diferente de sua versão cinematográfica, conta com uma prosa criativa e intrigante.



A trama se passa numa sociedade futurista e é contada por Alex, o protagonista adolescente, numa linguagem estranha, criada pelo autor como um dialeto dos jovens, que confere uma dimensão quase lírica ao texto. Alex narra sua história de delinquência e sua punição nas garras de um Estado que tenta desesperadamente controlar a crescente violência.

Laranja Mecânica é um dos grandes livros de ficção científica do século XX, pertubador por sua visão pessimista do futuro, mas também engraçado e envolvente graças à personalidade única de seu personagem central. A edição da Aleph conta com uma nova tradução brasileira.


por Henrique Almeida

Marcovaldo Ou as Estações Na Cidade
Ler Calvino é sempre um momento de prazer dentro do cotidiano caótico, pois a criativa do escritor nos faz parar e pensar. Esse prazer é notado no livro Marcovaldo, que marca a passagem do autor de um neo-realismo para a exploração da fábula e do fantástico. Publicado em 1963, o livro conta a historia de um operário que se demonstra perdido dentro da cidade. Marcovaldo não consegue enxergar prédios se perde nas texturas das árvores. A selva do asfalto, para o personagem, se demonstra uma imitação, um engano. Seus olhos não são adequados para signos da vida urbana.



Dentro da cidade, Marcovaldo abre portas para a visão do leitor em um busca pela natureza microscópica dos detalhes: cogumelos que brotam em canteiros, aves migratórias, mudanças da estação. Dessa maneira, o personagem desdobra poeticamente as misérias da existência. O livro publicado pela Companhia das Letras ganha o Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção.

por Sarah Vaz

Hitchcock Truffaut


Nas décadas de 1950 e 1960, o diretor Alfred Hitchcock realizou diversos filmes de sucesso nos Estados Unidos, porém a crítica americana ainda não havia atentado para o seu talento. Em contrapartida, na Europa, Hitchcock era bastante respeitado. Entre seus fãs estava o famoso diretor frances François Truffauf que decidiu realizar uma série de entrevistas com Hitchcock a respeito de sua carreira.

As entrevistas viraram "Hitchcock Truffaut", livro que disseca a obra de um dos maiores mestres do suspense, abordando desde seus filmes realizados na Inglaterra, no início de sua carreira, até Trama Macabra, seu último filme. A edição do livro, da Companhia das Letras, é repleta de belas fotografias dos filmes clássicos de Hitchcock.



Mais do que um livro de entrevista, Hitchcock Truffaut é uma verdadeira aula de cinema, dando-nos a oportunidade de acompanhar dois dos maiores mestres da sétima arte debatendo a elaboração de roteiros, as inovações e os problemas técnicos, a relação com os atores, dentre vários outros detalhes da criação cinematográfica a partir da rica obra de Alfred Hitchcock.


Por Henrique Almeida
A história do olho
de George Bataille
editado pela Cosacnaify

A obra de 1928 é um clássico do século XX no gênero erótico, tão perturbadora quanto Sade. Inicialmente publicado sob o pseudônimo de Lord Auch – e nunca autorizado a ser publicado com o nome verdadeiro antes de sua morte -, o primeiro livro do autor é resultado de sua segunda tentativa de seguir uma sugestão de seu analista para que escrevesse suas obsessões.


A narrativa envolve as aventuras eróticas e perversas de adolescentes de 16 anos, que, a cada episódio, tornam-se tanto mais obscenas quanto estranhas e impiedosas. Chamam a atenção do leitor tanto o caráter necessário das suas ações e um certo automatismo dos personagens diante dos acontecimentos, quanto o universo fantasmagórico e distante da realidade que eles constroem.


George Bataille é um escritor francês, ex-monge católico, bibliotecário de formação, com uma obra que abrange, além de literatura, ciências humanas, história da arte e filosofia, sendo seus temas comuns o erotismo, a transgressão e o sagrado.

Jimmy Corrigan, o menino mais esperto do mundo
Jimmy Corrigan é uma publicação importantes para área dos quadrinhos. Com uma impressionante exploração das possibilidades narrativas por meio de um estilo gráfico inspirado no design publicitário do início do sec. XX e enredo muito sofisticados, foi ganhador do prêmio Eisner (2001) como melhor álbum gráfico do mundo.



A inventividade da narrativa retrata a opressão da timidez e a dificuldade para se impor do personagem, um homem de meia idade dominado pela mãe, que trabalha numa repartição e os episódios de constrangimento caustrofóbicos que lhe ocorrem a partir da recepção de uma carta do seu pai que ele nunca havia conhecido.



A obra revela sem idealizações, porém de forma lírica que transparece nos detalhes das imagens, uma imagem amarga da timidez, das relações familiares e, embora não seja autobiográfica, tem elementos de inspiração na vida do autor. Chris Ware é um cartunista norte-americano com um estilo muito marcante, ganhador de diversos prêmios, entre eles o Harvey (2006) de melhor cartunista, publica a revista em série Acme Novelty Library pela editora Fantagraphics.
Bordados
A escritora Marjane Satrapi nos revela, em seu último livro, os desejos e as aflições das mulheres iranianas. A palavra bordados tem como sinômino "tricô," mas também encontra significado da cirurgia de reconstituição de hímem. Este procedimento adotado para negociar entre as exigencias do desejo e do moralismo.



O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane, a mesma que conhecemos em Persépolis, é uma amostra de mulheres sempre às voltas com o machismo e a tradição, sobretudo depois da Revolução Islâmica de 1979. Marjoli encanta no texto e desenho.

por Sarah Vaz
Gerente da livraria


Ninho da Serpente
Memórias do filho do sorveteiro

O livro compõe-se de relatos autobiográficos   do narrador Pedro Juan Gutierrez quando tinha 15 anos de idade, na cidade portuária de Matanza, em Cuba.  


Nos relatos acompanha-se o processo de amadurecimento do autor, no qual influem a compreensão da situação política e social do país, o caminho percorrido na aprendizagem de um comportamento sexual obsessivo e o desenvolvimento de uma sensibilidade e interesses que o conduziram para a literatura. O escritor tem um estilo direto, irônico e sujo, cujos temas; envolvem a fuga da pobreza, rum, sexo e o interesse literário.

2666
Cultuado por europeus e norte-americanos, o escritor chileno, Roberto Bolaño, escreveu o livro "2666" que o afirmou como um escritor internacional reconhecido. O épico inacabado é composto de cinco romances narrados em quase mil páginas. Os romances compõem um grande mistério e foi "além dos limites autorreferentes da chamada literatura latino-americana", com disse Eduardo Simantob em seu artigo para BRAVO!.



Na primeira história, a saga de quatro críticos europeus é descrita. Na segunda, os problemas existencias de um professor mexicano são exaltados. A história seguinte, mostra a trajetória de um jornalista esportivo que se vê envolvido em crimes cometidos contra mulheres. Já a quarta, os crimes da cidade de Santa Teresa são o foco da escrita do autor. E por fim, a quinta história leva o leitor a Segunda Grande Guerra.
Por Vinícius Lacerda
Contos da Palma da Mão
O livro reúne 122 breves contos escritos entre 1923 e 1964. As narrativas são concisas, encerrando um universo dramático em poucas páginas e abordando uma variedade grande de temas, através da observação do cotidiano, de palavras precisas e imagens fortes: morte, amor, infância, sensualidade, família e sonhos fazem parte desse repertório tratado sem sentimentalismo, divagações e muitas explicações.



A imaginação do leitor fica, no entanto, impregnada de impressões e de uma atmosfera com o espírito poético da juventude do autor. O difícil trabalho de tradução dessa obra é realizado direto do japonês por Meiko Shimon, especialista na obra do autor. Yasunari Kawabata, um dos principais representantes da literatura japonesa do século XX, prêmio Nobel de 1968, esteve a frente do movimento de renovação que ocorreu nos anos 20 e 30, o shinkankakuha ou neo-sensorialismo, consolidando-se como clássico dessas narrativas curtas, pela obssessão com o mundo feminino, a sexualidade e a morte.


Mestre e Margarida

Este romance de Mikhail Bulgakóv compõem de de três núcleos que se entrelaçam com o desenvolvimento da narrativa: a visita do demônio e seus 4 assistentes na Rússia de 1930; os acontecimentos entre Mestre, que faria um pacto com o demônio, e sua amante Margarida, numa referência ao Fausto de Goethe; Poncio Pilatos e a crucificação de Jesus no romance escrito por Mestre.



A combinação entre a sátira e a realidade revela vaidade, crueldade e ganância nos habitantes de Moscou, trazendo a tona questões como Deus e Demônio, amor e sensualidade, coragem e covardia, liberdade e limitações e realizando uma crítica social num elaborado trabalho de ficção. Esse é o romance mais importante do autor, que escreveu também contos e peças, destacando-se sempre pelo teor satírico e pela posição polêmica no regime stalinista. Este é, com certeza, um dos melhores lançamentos de 2009 realizados pela editora Objetiva que traz, pela primeira, a tradução direta do russo.

Dica do Leitor | As travessuras da menina má


Loucas de Amor
O livro de Gilmar Rodrigues conta as histórias de mulheres que se apaixonam por serial killers e criminosos sexuais, que, surpreendentemente, são muitas, provenientes de todas as classes sociais e apresentando todos os níveis de escolaridade. O seu trabalho é baseado em uma pesquisa de quatro anos, estimulada pela constatação de que o Maníaco do Parque recebia muitas cartas.



Universo que nos é transmitido, além dos relatos, pelos quadrinhos de Fido Nesti, que ilustram o texto. Gilmar Rodrigues é jornalista e roteirista da Rede Globo, autor de crônicas e textos dramáticos. Fido Nesti é ilustrador e quadrinista, colaborando com revistas tais como The New Yorker, Playboy, Rolling Stones, Época e Superinteressante.
Alfabeto
Essa elegante edição bilíngüe da coleção Mimo da Editora Autêntica apresenta uma obra em prosa realizada sob a condição, pensada para a publicação, de acompanhar um álbum de letras do alfabeto, em xilogravura, de forma que cada uma iniciaria a primeira palavra do texto, excetuando-se apenas e K e o W, o que compõe um conjunto de vinte e quatro fragmentos, aos quais o autor conjuga as horas do dia.



Paul Valéry foi um dos últimos representantes importantes da poesia simbolista, além de filósofo, crítico e ensaísta, deixando ainda outras contribuições para a ficção.
Alguns poemas
O livro é uma reunião de poemas da escritora Emily Dicknson que foram editados pelo crítico Thomas Higginson. Sua escrita poética é marcada pela ironia, fragmentação e ambiguidade que antecipam os movimentos modernistas que aconteceram depois da sua morte.



Mulher forte e poeta transbordante, Emily Dickinson nasceu Amherst, Massachusetts em 1830. Reclusa a poeta chegou a esconder seus poemas, sua irma será responsável encontrar em sua gaveta "amontoados de papéis"que formam esse livro.

por Sarah Vaz
Gerente da livraria


Moralidades Lendárias – Fábulas Filosóficas
Neste livro apresentam-se seis contos que exploram personagens lendários, clássicos ou icônicos, como Hamlet, Lohengrin e Pã, reconstruindo suas histórias através da paródia. O interesse do trabalho está na atitude do autor com a linguagem, a caracterização e a ironia, transformando-o em personagem de si mesmo.



Moralidades Lendárias é uma obra em prosa do poeta simbolista Jules Laforgue, conhecido pelo sentido crítico e por seus versos livres, escritor também de outros gêneros, como dramas e ensaios.
On The Road
Em outubro do ano passado completaram 40 anos da morte de Jack Kerouac, autor do clássico texto beat que relata suas andanças pelas estradas norte-americanas, escrito durante três semanas de 1951, mas lançado apenas em 1957, após sucessivos cortes, moderações no conteúdo e modificações tais como a dos nomes verdadeiros dos personagens.



Essa edição da L&PM, de 2008, disponibiliza a versão original de “On The Road”, que até então permanecia inédita, mais crua, explícita e revelando nomes como o de seu amigo Allen Ginsberg.
Diários de Bicicleta
David Byrd é um artista mundialmente conhecido com seu trabalho como musico à frente do Talking Heads. Esse livro relata a experiência que ele teve ao utilizar a bicicleta como seu principal meio de transporte. Utilizando biciletas dobráveias, David conseguiu conhecer cidades como Berlim, Bueno Aires, Sao Francisco, Istambul entre outras. Vendo a cidade sobre duas rodas Byrde amplia nossa percepção aos ritmos e transitos das cidades.



Diarios de bicicleta é a reunião de vários escritos do autor que ao longo desse percurso discute moda, arquitetura, isolamento cultural entre outros.
Roupa de Artista: O Vestuário na Obra de Arte
O livro da historiadora Cacilda Teixeira da Costa, "Roupa de Artista: O Vestuário na Obra de Arte", nos mostra uma história como uma colcha de retalhos, entrelaçada entre a moda, a história e arte. Analisando a evolução da moda através dos olhos da arte e dos artistas.


A autora lança mão de esculturas, desenhos, gravuras, figurinos, instalações, happenings fazendo uma análise da historia social e da arte. “Dadas suas relações com o corpo, a identidade, o poder e a sexualidade, tanto a indumentária como adereços e seus desdobramentos são tão instigantes, que poucos mestres, do passado ou contemporâneos, ficaram imunes ao seu extraordinário fascínio”, explica a autora.

por Sarah Vaz
Gerente da livraria


Uma vida entre livros
O livro "Uma vida entre livros" escrito por José Mindlin é uma biografia que conta a história de um dos maiores colecionadores de livros do Brasil. Entrar em contato com seu texto é deleitar-se com grandes amores, com a literatura e tudo que envolve o universo dos livros. Sua biografia é para aqueles românticos que querem navegar por um grande romance entre o corpo do livro e o nosso próprio corpo.



Nascido em São Paulo, filho de imigrantes judeus, José Mindlin sofria de uma doença rara: a paixão obcecada pelos livros. Bibliófilo desde criança, Mindlin dedicou grande parte de sua vida em uma busca de saciar seu amor pelos livros. "A leitura para mim sempre foi uma fonte de prazer, e gostaria que isso fosse uma coisa generalizada", afirmava o colecionador.

A indicação é também uma singela homenagem do Café com Letras a este grande homem que faleceu no dia 28 de fevereiro de 2010, aos 95 anos.

por Sarah Vaz
Gerente da livraria


No bosque da noite

de Djuna Barnes, editado pela Códex Grandes Letras.

Segundo T. S. Eliot no seu prefácio, o leitor de poesia seria o melhor apreciador desse livro, que foi muito bem recebido por vários outros autores importantes, além de Eliot, na época de sua publicação em 1936. A história do tumultuoso amor homossexual entre Nora Flood e Robin Vote é contada por artifícios que extrapolam o sofrimento amoroso, amplificando-se narrativamente por camadas de detalhes da vida de uma sociedade perdida, sem identidade.



Lançamento | Legislativo Brasileiro em Perspectiva Comparada
O livro Legislativo Brasileiro em Perspectiva Comparada, organizado pelos cientistas políticos Magna Inácio (UFMG) e Lúcio Rennó (UnB) pretende contribuir para o esclarecimento do tema na sociedade, oferecendo ao leitor um painel das principais tendências dos estudos sobre o Poder Legislativo no Brasil e na América Latina.

As abordagens realizadas por profissionais reconhecidos na academia vão ajudar na formação de novos pesquisadores da área e servir como fonte de consulta para os interessados em geral.


Sobre os organizadores:


Magna Inácio é doutora em ciência política, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do Centro de Estudos Legislativos (CEL-UFMG). Pesquisa instituições políticas, com foco na relação Executivo-Legislativo, no presidencialismo de coalizão e em partidos legislativos.

Lúcio Rennó é doutor em ciência política pela University of Pittsburgh, professor adjunto e diretor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília (CEPPAC-UnB). Pesquisa, na linha de política comparada, comportamento eleitoral e instituições políticas.
Lançamento | Sagração do Alfabeto
Neste sábado, dia 13 de março, acontecerá o lançamento do livro de Leonor Scliar-Cabral, Sagração do Alfabeto. A obra é composta de 22 poemas sendo cada um escrito para um letra do alfabeto hebraico.



Ao lado da cultura judaica utilizada por Leonor, os textos têm também a presença da tradição grega, clássica em suas estruturas poéticas.

Na edição, os poemas são encontrados em português, além de versões em espanhol, francês, inglês e hebraico. Dessa forma, espera-se que o alcance de sua poesia chegue a diversos lugares e culturas.

Lançamento do livro "Sagração do Alfabeto"
Local: Café com Letras
Data: Sábado, dia 13 de março
Horário: às 11h


Erramos: no newsletter foi informado que o lançamento ocorreria dia 10 de março, mas a data correta é dia 13 de março.

Rio das Flores
História de três gerações da família Ribera Flores e seu envolvimento com os principais acontecimentos políticos, sociais e culturais que marcaram Portugal, a Espanha, a Alemanha e o Brasil no período entre 1915, com a primeira República portuguesa, e 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial.




Bastardos Inglórios
Os fãs do direitor de cinema Quentim Tarantino já podem ter acesso ao roteiro original do útlimo filme feito por ele, Bastardos Inglórios. O filme cruza duas histórias: a da mulher judia que foi obriga a exibir propagandas nazistas em sua sala de cinema em Paris e a do grupo americano especializado em realizar missões em terras inimigas. O encruzilhamento dessas duas histórias promete mudar o rumo da Segunda Grande Guerra.



O filme foi bem recebido pela crítica e concorre ao Oscar 2010.
Dica do Leitor
Ninguém melhor para indicar um livro de Caio Fernando Abreu do que Milena Pitombo. Fiel leitora do autor, Milena optou por indicar Fragmentos, livro que reúne diversos contos do autor. Confira a opinião dela.

Gênesis por Robert Crumb
“Gênesis por Robert Crumb” é sem sombra de dúvidas uma dos mais significativos lançamentos de 2009 e não somente para os interessados em quadrinhos. Quem quer que conheça o talento prolífico de Crumb para singularizar com traços voluptuosos e ácidos personagens rapidamente esboçados, será sensível a um trabalho que interpreta de forma detalhada as sugestões do texto original de uma obra clássica como o gênesis bíblico.


R$ 49,90

Robert Crumb é um ilustrador com um estilo muito marcante, satírico e detalhista, criador de Mr. Natural, Angelfood McSpade, Fritz (the cat), Devil Girl, entre outras figuras icônicas. Para saber mais sobre ele, clique aqui.
1000 Dessous A History of Lingerie

Ler sobre a história do vestuário feminino nos leva a descoberta do universo do tornar-se mulher. Nesse século profundamente marcado por questões de sexo e gênero são abertos leques de infinitas possibilidades e perspectivas. O corpo feminino nos ensina um pouco sobre que Simone Beauvoir dizia: ninguém nasce mulher, se torna mulher. Sendo o corpo visto como uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diversos tempos, espaços e conjunturas sociais.  A moda acompanha esse corpo provisório, mutável e suscetível, das inúmeras intervenções cirúrgicas as “fogueiras” de sutiã.


 O livro 1000 dessous do autor Gilles Neret  mostra como a lingerie desvenda com ela não apenas a moda, mas a sensualidade, a submissão, os papéis sociais e as questões que o corpo feminino nos traz. A história da lingerie se confunde com a história do corpo feminino.  

por Sarah Vaz
Gerente da livraria

Desonra
Poucos são os vencedores do Nobel com origem Africana, Coetzee está nessa lista. Em Desonra, o retrato de um professor universitário e sua vida arruinada por um escândalo sexual são retratados na África do Sul após o fim do apartheid. Com sua escrita em terceira pessoa - marca registrada do autor - ele enlaça a segregação e os conflitos á perspectiva do protagonista, retratando um dilema universal.



A primeira frase do romance é tão concisa como o próprio livro "o homem só é feliz quando morre".  Lurie, o professor, acusado de abuso sexual é demitido ira morar com a filha Lucy em uma fazenda no interior. Nesse cenário que as feridas da África dos anos de segregação se mostram abertas, laceradas. Lucy é estuprada violentamente e a violência em seu corpo ultrapassa dimensões individuais, a África inteira é violentada com Lucy.
Desonra

Autor: COETZEE, J. M.
Editora: Companhia das Letras
R$ 47,00  
Notas do Subsolo
Livro germinal na fase madura de Fiodor Dostoievski, "Memórias do subsolo" (ou "Notas do Subsolo", dependendo da tradução), é uma obra marcante.



Antecipando e condensando grande parte dos problemas que serão preocupação do autor em sua maturidade literária, é um livro curto, dividido em duas partes: a primeira, altamente filosófica, retrata a reflexão do protagonista (nunca nomeado, apelidado pela critica de "homem do subsolo") sobre as contradições da vida, e a sua dificuldade de se inserir no meio social. A segunda parte, relata um episódio fundamental na vida do protagonista, que irá determinar sua maneira de pensar, expressa na primeira parte.

Breve e profundo, é o livro ideal para iniciar os leitores na obra de Dostoievski, essencial para compreender a filosofia e a literatura do século XX.

A dica veio da Márcia Drummond. Confira abaixo o que ela tem a dizer sobre o livro.



"Memórias do subsolo"
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: 34
Preço: R$ 32,00
Serrote
Lançada em 2009, a revista Serrote é publicada pelo Instituto Moreira Salles e é composta por ensaios literatura, fotografia e arte. A inteção é de promover a recuperação de ensaios mais pessoais - com qualidade, como acontece com a Piauí - impressas em pepel especial.



A revista possui um formato de livro e foi inspirada nas publicações Granta (Inglaterra) e The Virgínia Quarterly Review (EUA) e The Paris Review (França/EUA).

Ela é publicada quadrimestralmente (março, julho e novembro) e em Belo Horizonte um dos poucos lugares que você pode encontrar a revista é no Café com Letras.

Clique no título do livro para mais informações.

*Em breve, informações sobre os próximos lançamentos. 

1. Cem Anos de Solidão
Gabriel Garcia Marquéz
Editora Record



4. Frida Definitiva
Hayden Herrera
Editora Globo Livros


3. Livro do Desassossego
Fernando Pessoa
Editora Cia das Letras


4. Travessuras da Menina má
Mário Vargas Llosa
Editora Alfaguara



5. Morangos Mofados
Caio Fernando Abreu
Editora Agir



DESTAQUE

Mesmo sem ser um livro, achamos válido destacar que a revista Zupi, que trata de temas como arte, ilustração e design, têm tido muita procura. Quem quiser conhecer mais, pode passar pelo site da revista. 


*Em novembro e dezembro de 2011

A livraria do Café com Letras oferece serviço de encomenda de livros, você pode encomendar o livro que precisa, chegando em até 7 dias úteis. Consulte e faça encomendas com nossos livreiros pelo telefone (31) 2555 1610, além do livro em pronta entrega você encontra um desconto distinto em nossa loja.
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